sou uma pessoa simples que se contenta com coisas simples. um fino e tremoços numa esplanada ao final da tarde, comprar um creme para o corpo na body shop e um top básico e bonito na lefties ou passar uma tarde solarenga num jardim são pequenos prazeres que me dão bastante alegria. não ambiciono ter um carro topo de gama ou um t1 só para mim. não ambiciono ter dinheiro para poder comprar roupas novas na zara, topshop e cenas para a cara da clinique. tenho um trabalho num horário nocturno e não tenho folgas ao fim de semana, é um trabalho maçador e que nada tem a ver com a minha área de formação mas tem o ambiente perfeito e posso andar de ténis e jeans e tar meio despenteada porque lá a apresentação não é o que nos torna competentes. não é um trabalho espetacular, mas divirto-me e sinto-me bem lá. tudo isto para dizer que surgiu uma oportunidade para fazer um trabalho normal, num horário laboral normal e com funções consideradas normais e com uma remuneração considerada normal nesta sociedade padronizada e monótona. aparentemente o emprego ideal para a maioria das pessoas mas para mim não. não fiquei nada entusiasmada com a proposta e comecei a imaginar-me de calças vincadas e camisa a atender telefones, acolher pessoas e a tirar fotocópias, imaginei-me a almoçar com pessoas diferentes de mim e não ter assunto de conversa mas mesmo assim jurei a mim mesma que aceitaria o lugar caso compensasse financeiramente e porque era isso que era esperado de mim pela minha família, namorado e amigos. fui à entrevista e enquanto aguardava, não consegui evitar pensar em possíveis desculpas para recusar a proposta. no final, acabei por não aceitar o lugar porque na verdade as condições do trabalho não compensavam o esforço. saí de lá aliviada e sei que vou ser incompreendida pelos outros mas que se lixe, sou feliz assim.
quinta-feira, 5 de julho de 2012
segunda-feira, 2 de julho de 2012
os meus sonhos são mais estranhos que os teus #6463
já é pra aí a terceira noite que sonho que vou na rua e vejo à venda nas mercearias canastras de cogumelos de todas as variedades. o outro dia até entrei numa mercearia que podia jurar ter visto ter cogumelos à venda e quando procurei e não vi nada perguntei ao senhor se ainda tinha os ditos... ele olhou para mim muito espantado e referiu que em 50 anos nunca vendeu cogumelos. tou tão habituada a ter sonhos estranhos que quando sonho com uma cena mais normal confundo-a com a realidade. valha-me freud!
domingo, 1 de julho de 2012
quarta-feira, 20 de junho de 2012
às vezes gosto de fotografar coisas e assim #9
i like noticing details no one else sees
de todas as fotos que já tirei, talvez esta seja a minha preferida de sempre. tenho um certo fascínio por contraste de cores, por azulejos rachados e tinha a estalar. resumindo gosto de coisas a dar para o velho, abandonado e bonito.
segunda-feira, 18 de junho de 2012
quarta-feira, 13 de junho de 2012
quinta-feira, 7 de junho de 2012
porque este blog não tem de ser só sobre devaneios #3
Love in Bangladesh is a complicated and at times dangerous thing. In a Muslim society where family and traditions are key values, a lover of your own choice is a luxury. Arranged marriages have been, and still are the norm in a society, where most parents don’t want their children to choose their own life partner. Marriage is not only a union of two people; it is a merging of two families that has to be successful.
Consequently religion, economy and social status become the deciding factors. These are hard terms for young people that dream about love and the freedom of choice. Sweethearts have to meet in secret to hide from disapproving eyes and the odd encounter with parents or acquaintances. In parks and at beaches they live out the dream for a short period of time, well knowing that their future comes down to the family and the ways of tradition.
This is a difficult love story.
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