pyrimid song - radiohead
sonhos em que estou a fugir de um cavalo que me quer comer as pestanas, romãs do tamanho de casas no meu quintal. sonhos com quatro fantoches coloridos com um pano preto de fundo a dizerem coisas do qual não me lembro, mas que imagino como sendo ameaças e acordar com a sensação de ter sido beliscada, sonhos em que estou a conduzir um carro invísivel de marcha atrás e não consigo parar e outros. não ha freud que me valha!
quarta-feira, 29 de setembro de 2010
lugares fechados
"Temos lugares fechados dentro de nós. Lugares que evitamos visitar por, ora lhes conhecermos os cantos de cor e neles conseguirmos passear às escuras, ora por termos medo de abrir as portas que os revelam.
Lugares de memórias e invenções, de medos e de alegrias tristes, lugares onde outrora deixámos a esperança e preserverança, em que receamos entrar par as reaver.
Os lugares fechados são pequenos cofres castanhos espalhados pela alma, entre o peito, ajeitados de forma confusa no meio do coração, da barriga que ficava com borboletas, dos braços e pernas que ainda tremem.
Os lugares fechados são pequenos cofres castanhos espalhados pela alma, entre o peito, ajeitados de forma confusa no meio do coração, da barriga que ficava com borboletas, dos braços e pernas que ainda tremem.
Os lugares fechados, esses quartos escuros de sombras nas paredes, são o passado dorido, um presente medroso, e um futuro desconfiado, onde moram sonhos que foram partidos, recordações dolorosas, anestesiadas, rancores e mágoas que para nosso bem preferimos guardar, esconder. As tais alegrias tristes de saudade que optamos silenciosamente recolher dentro de nós, ainda que a medo de as reviver.
Os lugares fechados ficam cobertos de pó, a cheirar a mofo e perpetuam na densidade do tempo. Raramente são abertos a não ser para ir lá buscar ou olhar algo muito importante, de que nos precisemos lembrar e voltar a fechar.
Os lugares fechados ficam cobertos de pó, a cheirar a mofo e perpetuam na densidade do tempo. Raramente são abertos a não ser para ir lá buscar ou olhar algo muito importante, de que nos precisemos lembrar e voltar a fechar.
Às vezes abro todas as portas e arranco as cortinas das janelas dos lugares fechados, deixo que haja uma corrente de ar e tento limpar tudo. É que por muito que por vezes possa doer, tenho medo de lhes perder a chave e o cheiro."
finalmente alguém pôs em palavras aquilo que eu ando a sentir há demasiado tempo e que eu nunca consegui expressar.
segunda-feira, 27 de setembro de 2010
ca lindo
1 2 3 4 - Feist
sempre gostei muito desta música, mas nunca tinha reparado no vídeo. hoje andava a ver já não sei bem o quê e cruzei-me com esta bela coordenação de cor, alegria, movimento e música.
domingo, 26 de setembro de 2010
sabes que existem pessoas estranhas neste mundo
quando nos dizem que somos especiais porque "temos o caminhar de uma pastorinha" e a nossa beleza é diferente porque possuímos "um nariz judaico e um beicinho africano".
[juro que a pessoa em questão usou estas exactas expressões e que não estava sob o efeito de drogas.]
sábado, 25 de setembro de 2010
quarta-feira, 22 de setembro de 2010
já lá vai um ano e parece que ainda foi ontem que estávamos entrar no avião cor-de-rosa da wizz em direcção à roménia. partíamos com curiosidade e absolutamente sem noção do impacto que aquela aventura teria nas nossas vidas. naquelas três horas de viagem, escutávamos as pessoas a falar romeno e olhávamos atentamente para as suas características para tentar perceber o que nos esperava no destino. quando finalmente chegamos, encontrámos um país cinzento e com um céu ornamentado com milhares de fios de electricidade e táxis com estofos de padrão leopardo azul. a primeira impressão não foi boa, mas depois descobrimos uma cidade bonita, com edifícios majestosos, igrejas em todas as ruas, trânsito frenético e pessoas silenciosas com costumes insólitos. vivemos experiências marcantes, surreais e intensas que sabemos que só poderiam acontecer na condição de erasmus. um ano depois, fica a saudade da partilha por todos da máxima carpe diem sem consequências e de uma vida despreocupada, fica saudade da autenticidade das acções, da liberdade pessoal e da diversão constante. não sou uma pessoa que tem por hábito fazer decisões acertadas, mas sem dúvida que ir de erasmus, foi uma delas.
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