domingo, 28 de fevereiro de 2010

Este tempo também não ajuda

"(...) Os meus sonhos são um refúgio estúpido, como um guarda chuva contra um raio.
Sou tão inerte, tão pobrezinho, tão falho de gestos e actos.

Por mais que por mim me embrenhe, todos os atalhos do meu sonho vão dar a clareiras de angústia.

Mesmo eu, o que sonha tanto, tenho intervalos em que o sonho me foge. Então as coisas aparecem-me nítidas. Esvai-se a névoa de quem me cerco. E todas as arestas visíveis ferem a carne da minha alma. Todas as durezas olhadas me magoam o conhêce-las durezas. Todos os pesos visíveis de objectos me pesam por a alma dentro.

A minha vida é como se me batessem com ela."
Fernando Pessoa, Livro do Desassossego

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

What I Watched Last Night II

'Psycho' (1960) de Alfred Hitchcock.


Sabem aquela cena muito famosa de suspense que se passa no chuveiro, em que uma senhora está muito tranquila na sua vida a tomar banho e de repente uma figura abre a cortina e esfaqueia-a até a morte, enquanto ouve-se um som estridente de violinos? Pois bem, eu vi o filme completo, e tenho a dizer que para mim a cena mais intrigante e sinistra, é a final. Sem sangue, sem mortes, sem violinos estridentes, sem figuras vestidas de robe a aparecerem de surpresa de facalhão na mão, esta cena que consiste num simples monólogo conseguiu fazer-me estremecer fisicamente e psicologicamente. Para quem não viu o filme pode não fazer muito sentido, mas dentro do contexto da história há muito que se lhe diga...oh se há!


Ah! Nesta cena final de que falo, dá-me a impressão de ver a cara do Norman transfigurar-se mesmo antes de a cena mudar para a imagem do carro no pântano. Não sei se aquilo foi propositado ou se foi só a minha imaginação, mas também não tive coragem de voltar a ver a cena para verificar, nem faço questão…mas se tiverem curiosos, estejam à vontade e confirem por mim :)

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Eleva!

"Olha sempre de perto
e anda sempre por perto
nesta vida nada tens como certo"
Foge Foge Bandido

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

What I Watched Last Night

The Wizard of Oz.


Qual AXN, Fox ou Canal Hollywood. A RTP memória é que é fixe. 

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010


I want a little sugar in my bowl
I want a little sweetness down in my soul.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

2:12!



Nem sei como ainda não me tinha lembrado de publicar esta música dos Interpol.
É daquelas que mais me estimula os sentidos, então aquele momento ao minuto 2:12 é qualquer coisa de fenomenal, diria até quase como um orgasmo para os ouvidos.

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Shut up, just shut up, shut up!

Para o meu desaspero, parece que depois de ter passado quase cinco meses a ouvir a música 'I gotta a feeling' dos Black Eyed Peas, de manhã à noite, todos os santos dias na rua, nos táxis, nos cafés, nos restaurantes, nas lojas e em tudo quanto era local que possuísse rádio, vou ter que gramar com esta música por mais algum tempo pois vai acompanhar a nossa seleção no mundial. Com isto tenho a dizer que I gotta a feeling que o botão mute do meu comando vai ter muito uso nos próximos tempos. A propósito, estou a ver o Gomo no Top +, e é impressão minha ou ele, ao vivo, canta mal como o raio?

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Best of Erasmus II












The End :(

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Goodbye Erasmus!

I will never forget you
and forever will miss you.


Achava eu que não ia chorar. Achava eu que se dramatizava demasiado o momento de despedida. Eu que estava habituada a distanciar-me dos amigos, de deixar alguns para trás e de fazer outros novos em adiante. Eu que achava que ia ser apenas mais uma despedida, como outras que já tive sem motivos para tristezas e melancolias pois ninguém desaparece. Eu que sei perfeitamente, que agora com as novas tecnologias só não mantém contacto quem não quer. Chorei, e chorei, e fiquei triste, e senti-me melancólica. Senti que ia deixar para trás uma parte importante de mim, uma parte de mim que eu não sabia que existia, uma parte de mim que descobri com estas pessoas e neste mundo à parte que é Erasmus. Cada pessoa que abraçava e me dirigia um discurso de despedida, me despertava lembranças e momentos tão banais mas ao mesmo tempo tão significantes, tão intensos, tão crus. Tenho dito, que só sabe o que é Erasmus quem o vive, e afirmo cada vez mais com convicção. É um mundo à parte. Entrei num novo mundo desconhecido, o cúmulo da novidade. Assumi uma nova vida, descobri do que sou feita, e  talvez a minha essência. Às vezes não gostava da descoberta, mas aqui, tudo é claro, nada é recalcado. Fui, existi, sem consequências, sem medos, sem censuras ou julgamentos, fui livre num mundo feito de pessoas tão diferentes de mim, mas com o sentimento do desconhecido, da descoberta, e do carpe diem em comum. Aprendi a ser mais tolerante, a compreender diferenças e a respeitar. Cresci e aprendi muito, imenso. Vou daqui uma pessoa mais madura, confiante e segura. Vou daqui realizada a todos os níveis. Fiz tudo que quis fazer, e fiz o que nem imaginava poder vir fazer. Ri muito, desabafei e escutei, chorei e zanguei-me, tive muitas saudades, mas fui muito feliz. Supreendi e supreendi-me a mim mesma. Festejei imenso, bebi e brindei muito, disse e fiz muitos disparates. Felizmente tive sempre alguém ao meu lado, a olhar por mim, e com quem pude rir descontraidamente no dia seguinte. Adoremeci inocentemente em camas alheias. Dançei imenso e cantei muito, inventei palavras e rimas. Vivi intensamente coisas banais, e fui feliz. Aprendi que muitos filmes podem perfeitamente ser baseados em vidas reais. Aprendi que quase tudo é possível e que a liberdade pessoal é bastante acessível, basta estarmos acompanhados pelas pessoas certas. Felizmente, conheci as pessoas certas, felizmente tive a sorte em connhecer pessoas fantásticas, genuínas e felizmente cada uma tão diferente da outra. Sim, digo felizmente porque cada diferença me transmitiu algo especial e único. Tanto mais poderia dizer sobre Erasmus, mas nada é suficiente para poder descrever nem o mínimo que isto é. Levo daqui grandes amigos, momentos únicos, e não é cliché, são mesmo grandes amigos e foram realmente momentos únicos. Já fiz promessas de amizade eterna antes, quando mudei de país e não foram cumpridas. Reencontrei esses amigos que agora apenas posso considerar como meros conhecidos. Fico triste por saber que o mesmo pode e provavelmente irá acontecer. Basta o tempo passar, e já alguém dizia: longe da vista, longe do coração. Eu vivi Erasmus assim, mas não é igual para toda gente. Acredito que cada pessoa vive de maneira diferente, basta dar e ter diferentes importâncias. Eu sei que esta experiência vai fazer para sempre parte da minha identidade pessoal, moldou a minha personalidade e mantenho os mesmos ideais e valores que antes, mas agora com outra significância. Podem até pensar que isto é um exagero, pode até parecer tudo muito cliché, mas acreditem, só quem vive isto é que pode fazer ideia do que falo. Tenho dito.

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Budapeste






















Praga












sábado, 6 de fevereiro de 2010

Sabes que o Facebook é fixe quando

encontras um amiga com quem deixaste de ter contacto há 10 anos atrás e as probabilidades de isto acontecer serem minimas já que uma foi para Portugal e outra ficou na África do Sul...e a partir do Facebook dela encontras todos os teus colegas de turma daquele tempo e relembras todos aqueles momentos longínquos como se tivessem acontecido ontem!

O Facebook é o Henrique Mendes das redes sociais.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Ai ca nervos!

Estou chateada comigo mesma.